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Local
e data de nascimento: Nápoles - Itália em 14 de março de 1822.
Local
e data da Morte: 28 de dezembro de 1889 - Cidade de Porto, Portugal.
Dona
Teresa Cristina Maria Giuseppa Gaspare Baltassare
Melchiore Gennara Francesca de Padova Donata Bonosa Andrea d’Avellino Rita
Luitgarda Geltruda Venancia Taddea Spiridione Rocca Matilde de Bourbon
Duas-Sicílias era filha de Francisco de Bourbon, na época príncipe
herdeiro do Reino das Duas Sicílias, mais tarde Francisco I (Frascesco
Gennaro Guiseppe Saverio Giovanni Battista di Borbone - Due Sicilie),
e de Maria Isabella de Bourbon (segundo casamento), Infanta de Espanha
(Dona María Isabel de Borbón y Borbón), teve uma
educação esmerada: belas artes, música, canto, bordado, francês e religião.
De natureza sensível e inclinada naturalmente ao culto da arte, foi educada
e instruída pelo professor Monsenhor Olivieri.
A 20 de maio de 1842 foi
assinado, em Viena, o contrato de casamento entre a Princesa Maria
Teresa Cristina e o Imperador do Brasil, Dom Pedro II. O
matrimônio foi celebrado por procuração, em Nápoles 30 de maio
de 1843, a 1º de julho do mesmo ano, no palácio de Chiatomoni, sua
mão foi entregue ao Imperador Dom Pedro II (veja a biografia completa
de Pedro II na coluna biografias relacionadas com o bairro na
página inicial do site), na pessoa do embaixador brasileiro, o Sr. José
Alexandre Carneiro Leão (Visconde de São Salvador de Campos), pelo príncipe de Cila, ministro e
secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, na qualidade de delegado
de Sua Majestade o rei das Duas Sicílias. Pois Francisco I,
pai de Dona Tereza Cristina que havia morrido em 1830.
Bento Lisboa
(veja maiores informações sobre Bento Lisboa em Rua Bento Lisboa
na coluna "significado dos nomes das ruas" na página inicial
deste site), foi o
encarregado de tratar do casamento de Dom Pedro II com o auxílio do futuro
cunhado do imperador o Príncipe Luis de Bourbon Das Duas Sicílias
(o Conde de Áquila); várias
tentativas foram realizadas em busca de uma esposa como na Áustria,
Espanha e Rússia mas não haviam muitas princesas disponíveis afim de
vir morar no Brasil.
Nesse mesmo ano
de1842, Dom
Pedro enviou a Nápoles uma frota que deveria trazer a princesa.
Durante a viagem
mostrou um pouco do seu caráter: além de acompanhar com atenção um
doente a bordo, quis que, a cada dia, um dos navios da frota destacasse um de seus
oficiais para jantar com ela.
Ela
chegou ao Brasil no dia 3 de setembro, às 5 horas e 35 minutos de 1843
com o céu escuro devido a chuvas e ventos fortes, a bordo da fragata Constituição
na Fortaleza de São João
(no atual Bairro da Urca - Rio de Janeiro), acompanhada pelo irmão,
o príncipe Luís, Conde de Áquila, que se casaria com Dona
Januária, irmã do Imperador. No dia 4 de setembro desembarcou Dona Teresa
Cristina no Brasil onde ficaria durante 46 anos. (A Fragata
Constituição foi precedida pela Corveta Euterpe, que
anunciou aos brasileiros a chegada da imperatriz; entraram no porto depois a
Corveta Dois de Julho, e mais uma nau e três fragatas napolitanas).
Ao
anoitecer, estando a fragata já fundeada, subiu a bordo o imperador
acompanhado pelos ministros de estado.
A
visão dela pelo imperador provocou uma reação de espanto. Era desprovida de
belezas naturais, tinha mais idade do que se imaginava e nascera com um
problema congênito que a fizera manca. Ainda no desembarque, percebeu de
pronto a reação nervosa do noivo. O Imperador hesitou num primeiro
momento, depois avançou, cumprimentou a noiva e retirou-se para chorar. Ao longo dos anos
ela superou tudo isso, e apesar de não ter grandes dotes físicos e não
ter enorme afinidade intelectual com seu marido, este lhe dedicou amor,
carinho e respeito, mesmo tendo tido ao menos uma amante a Condessa de
Barral, que foi professora de suas filhas; além do fato de ter
conquistado o coração e a simpatia dos brasileiros que mais tarde passaram
a chamar Dona Teresa de "A Mãe dos Brasileiros"
Alguns
contemporâneos contam da decepção do imperador brasileiro diante da Imperatriz que veio na
base de contrato da Europa e que em nada parecia com os retratos que foram
enviados ao Brasil para a apreciação de Dom Pedro. Dona
Teresa Cristina seria feia, baixa, gorda e mancava de uma perna; além
disso quase 4
anos mais velha que ele.
Ao
desembarcar finalmente em solo brasileiro, seguiu o cortejo pelas Rua da
Imperatriz (atual Rua Camerino), Rua Larga (atual Avenida
Marechal Floriano) Rua São Joaquim (essa eu não descobri qual o
seu nome atual), Campo da Aclamação (atual Campo de Santana/Praça
da República), Rua São Pedro (essa eu também vou ficar
devendo) e Rua Direita (atual Rua Primeiro de Março), parou
às portas da Capela Imperial (atual Igreja do Carmo na Praça
XV) onde receberam do Bispo Conde de Irajá (Dom
Manoel de Monte Rodrigues de Araújo), capelão-mor as bênçãos
pelo matrimônio. Terminada a cerimônia, seguiram para a Quinta da
Boa-Vista (Palácio de São Cristóvão).
Oito
dias depois foi realizada na Capela Imperial atual Igreja do Carmo
missa de ação de graças pelo matrimônio.
Quando se casou com o Imperador
trouxe além de sua sensibilidade artística, trouxe também intelectuais,
artesãos, artistas, cientistas, enfim muitas pessoas de cultura e uma
quantidade inumerável de obras, coleções e documentos preciosos, que
constituem um patrimônio cultural inestimável. Apesar de não haver uma identificação
intelectual entre o casal imperial, a imperatriz estava longe de ser uma
torpe ou ignorante, inclusive tinha um interesse especial por arqueologia.
Um
esclarecimento: Em 1840 Dom Pedro II adquire um aparelho de
daguerreotipia (a futura máquina fotográfica), em março do mesmo ano,
motivado pelas demonstrações que o abade francês Louis Compte lhe
fizera em janeiro, quando introduzia a fotografia no Brasil, adquiriu
seu próprio equipamento, oito meses antes que outros similares fossem finalmente
comercializados no país sendo então o primeiro brasileiro a
praticar fotografia. Também foi grande como mecenas e colecionador de
fotografias, exercendo papel essencial para o florescimento da fotografia no
Brasil. Posteriormente foi o primeiro
soberano do mundo a conceder uma honraria a um fotógrafo, ao atribuir o título
de Photographos da Casa Imperial à dupla Buvelot & Prat,
a 8 de março de 1851. Como colecionador, constituiu o maior acervo privado
das Américas durante o século XIX, a base para o estudo da história
da fotografia no Brasil, reunindo ainda imagens de grandes pioneiros
internacionais. Quando de seu exílio do país, após a Proclamação
da República, doou seu acervo fotográfico para a Biblioteca Nacional,
no Rio de Janeiro, que o preserva, desde 1892, com o título
de Coleção Thereza Christina Maria.
A
coleção fotográfica mencionada no parágrafo acima é uma coisa, outra
coisa é a "Coleção Tereza Cristina" exposta quase
permanentemente no Museu Nacional (Museu Nacional/UFRJ - Quinta
da Boa Vista, São Cristóvão - Rio de Janeiro), esta
coleção foi organizada no século XIX a partir de duas origens distintas:
Uma
parte do acervo veio do Real Museo Borbonico (hoje Museo Nazionale
DI Napoli), com peças presenteadas pelo irmão da imperatriz Tereza
Cristina, Fernando II Rei das Duas Sicílias.
Outra
parte veio da própria imperatriz que financiou e promoveu escavações
arqueológicas na localidade de Veio, outrora município romano de
origem etrusca.
A
coleção tem em seu acervo, cerca de 700 peças de vários sítios
arqueológicos da Itália, dentre eles Pompéia e Herculano;
com vasos de cerâmica, lamparinas e estatuetas de terracota, objetos de
bronze, esculturas em pedra, frascos de vidro, amuletos fálicos e painéis
em pintura mural (afrescos); peças datadas do séc. VII A.C. até o séc.
III D.C. Bom, eu estive no museu em novembro de 2003 em minha humilde
opinião a coleção Tereza Cristina é a melhor parte da visita; eu achei
um espetáculo, se você puder não deixe de visitar.
Mesmo não havendo uma total
afinidade intelectual com seu marido, ela compartilhava com seu esposo o gosto pelas artes, sobretudo a música, e foi
por influência sua que Carlos Gomes estudou na Itália.
Em 23
de fevereiro de1845 nasceu Dom
Afonso Pedro de Alcântara seu primogênito. (viveu só dois anos).
Em 1845, a Imperatriz Tereza
Cristina e o Imperador visitam o Arraial
de Sant’Ana do Cubatão, (Santo Amaro e Cambirela, atual
Cidade de Santo Amaro da Imperatriz - SC) para conhecerem a fonte de água termal a
39º C, do arraial, Dona Tereza gostou tanto que ajudou financeiramente as
obras do hospital local que utilizava ás águas termais nos tratamentos de
saúde. Hoje o hospital virou um luxuoso hotel.
Em 1846 foi inaugurado pelo
imperador Pedro II e pela imperatriz Tereza Cristina o Chafariz
da Coroação no Largo da Misericórdia, atual Praça Mauá em
Santos (SP).
Em
1846, surgiu no extinto Largo do Valdetaro no Bairro do Catete (RJ),
a "Sociedade Recreativa Dançante Cassino Fluminense", lá
haviam bailes, e conta-se que o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz
Tereza Cristina costumavam freqüentar e dançar, como se pode notar, eles não
eram tão jovens assim como vários autores contam em seus livros, ele o
imperador estava com 21 anos e a imperatriz com 25; inclusive já eram
casados, dificilmente eles freqüentariam neste mesmo ano, pois a imperatriz
estava grávida, ou seja eles provavelmente freqüentaram o local mais tarde
entre uma gravidez e outra da imperatriz.
Às 18:26H
da tarde do dia 29 de julho de 1846 Dona Tereza Cristina dá a
luz e os canhões do Morro do Castelo, no Rio de Janeiro,
anunciaram o nascimento no palácio de São Cristóvão - Rio de
Janeiro da Princesa Isabel (Dona Isabel Cristina
Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança), que
viria a ser a primeira e única mulher que governou o Brasil.
Por volta de 1846, é formada a
"Vila Teresa" em Petrópolis a hoje afamada Rua
Teresa que recebe milhares de viajantes em busca de suas malhas de boa
qualidade e baixo custo. Após a proclamação da república houve uma
"caça" a qualquer coisa que fizesse alusão a monarquia e a
família imperial, várias ruas mudaram de nome, em Petrópolis, a Rua do Imperador transformou-se na avenida Quinze de
Novembro, a Rua da Imperatriz passou a se chamar Rua Sete de
Setembro; não se sabe porque, a Rua Teresa não foi alterada em nenhum
momento. (no Rio de Janeiro, a Rua Dois de Dezembro, que registra
a data de nascimento de dom Pedro II no Bairro
do Catete, passou a chamar-se Rua Cristóvão Colombo, porém a
tradição falou mais alto e o nome nunca "pegou"). (veja o
significado dos nomes das ruas do Bairro do Catete e adjacências na
página inicial deste site).
No
dia 11 de junho de 1847, faleceu seu filho Dom
Afonso.
Em13
Julho de 1847 nasce sua filha Dona
Leopoldina Tereza Francisca. (é muito
importante, não confundir esta com a Imperatriz Leopoldina, esposa
de Dom Pedro I). Dona Leopoldina, casou em
1864, com o Duque de Saxe.
Em setembro
de 1848 morre a sua mãe na Real Cidade De Portici, Nápoles, Itália.
Em 19
de Julho de 1848, nasce seu segundo filho
Dom
Pedro Cristiano Leopoldo Afonso.
Em janeiro de
1850 morre seu
segundo filho Príncipe Dom
Pedro Afonso.
Enquanto
cuidava de suas filhas em um dos jardins do Palácio de São Cristóvão,
no Rio de Janeiro, denominado então Jardim das Princesas, Dona
Teresa Cristina demonstrou um de seus dotes artísticos pessoais, o
mosaico. Com conchas, recolhidas nas praias do Rio de Janeiro, e com
cacos das peças de serviço de chá da Casa Imperial que ela
recobriu os bancos, tronos, fontes e paredes do Jardim das Princesas,
é o que os especialistas em arte chamam de Arte Musiva (A
palavra mosaico vem do latim 'musa' que também gerou as palavras museu e música.).
Eu não sou
especialista em artes plásticas, mas pelo que eu entendi, ela teria sido
precursora deste tipo de arte, coisa pouquíssimo divulgada pelos
historiadores e especialistas em artes; muitos anos depois Antonio Gaudi
e Josep Maria Jujol "revolucionaram" o mundo das artes com
um trabalho semelhante ao que Dona Teresa Cristina já realizava em São
Cristóvão. Atualmente é muito difícil ver esses trabalhos, pois esta
área do museu está fechada ao público após longos anos de vandalismos
sofridos por parte de visitantes imbecis que recolhiam pedaços, lascas e
até cacos inteiros como lembrancinhas do passeio a Quinta da Boa-Vista.
Se você quiser aprofundar este assunto, leia a publicação avulsa do Museu
Nacional de1997 realizado pela arqueóloga Maria Beltrão, do Museu
Nacional.
Em
1851 com a finalidade de servir como nova capital da província do Piauí,
Teresina, foi oficializada como tal no ano seguinte e
recebeu seu nome em homenagem à Imperatriz Teresa Cristina. Hoje,
Teresina é a capital do Estado do Piauí.
O nome "Teresina" é formado de dois
elementos: "Teres", de
Teresa e "ina" de Cristina.
Em 1854 Dom Pedro II
e a
Imperatriz Teresa Cristina tornam-se os primeiros sócios da Sociedade
Italiana de Beneficência e Mútuo Socorro.
Em 27 de agosto de 1856, a lei n.º
398 criou a Vila de Imperatriz, nome dado em homenagem à Imperatriz
Tereza Cristina. Hoje é a Cidade de Imperatriz no Estado do
Maranhão. Alguns livros de história contam que foi através da Lei
Provincial nº 631, de 5 de dezembro de 1862, que a povoação de Santa
Teresa passou a chamar-se Vila Nova da Imperatriz, em homenagem
à sua real protetora.
Em 1859,
o Imperador Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina, visitam
Olinda.
Em
22 de novembro de 1859, o imperador D. Pedro II, acompanhado da imperatriz
Tereza Cristina, faz visita oficial a Pernambuco, ocasião em que
teria exclamado: "Pernambuco é um céu aberto!".
Em 7
de maio de 1865 após uma obra que se arrastou lentamente por 106 anos, foi
inaugurado com a presença de Dom Pedro II e da Imperatriz Teresa
Cristina a Igreja de São Francisco de Paula, no
atual Largo de São Francisco no Rio de Janeiro pertencente a Venerável
Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula
fundada no Rio em 1752.
Sua
filha a Princesa Isabel casou,
dizem, totalmente apaixonada em 1864 com Luiz Felipe Gastão Orléans,
o Conde d’Eu, ela contava com 18 anos.
Em 7
Fevereiro de 1871 morre aos 24 anos de
idade sua filha Dona Leopoldina Teresa, em Viena, Áust
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ria.
Em 1874 o fotógrafo Albert
Richard Dietze envia seus trabalhos da região de Santa Leopoldina (ES),
à
Imperatriz Tereza Cristina, a quem pedia auxílio para publicar um
folheto ilustrado com fotografias, que serviria para fazer propaganda do Brasil
na Europa, estimulando a imigração espontânea de alemães para
o Brasil o que contraria um pouco a idéia muito difundida de que a
imperatriz não se envolvia em nenhum pedido de auxílio, ajuda etc...
Em
1876, durante a mais longa viagem feita pelo casal imperial, Dona Teresa
Cristina ficou muito doente e foi atendida na Europa pelo famoso
médico neurologista Jean Martin Charcot, que foi professor de Freud.
Em
1886, Dom Pedro II e Dona Tereza Cristina, inauguram o ramal Cascavel
- Poços de Caldas, da Estrada de Ferro Mogiana.
No ano de 1886 o Imperador Dom
Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina visitam Descalvado
(SP).
Dom
Pedro II foi deposto a 15 de novembro de
1889 com a Proclamação da República; o governo provisório
deu-lhe 24 horas para deixar o país, e assim ele fez; foi com a família
para Portugal no dia 17.
Mesmo depois de proclamada a
República, ninguém quis levar o telegrama (carta) com a notícia para Dom
Pedro II, que estava em seu palácio, em Petrópolis. No meio
da noite, o Major Sólon Ribeiro (Frederico Sólon
Sampaio Ribeiro, pai de Ana de Assis a esposa de Euclides da
Cunha), foi ao encontro do
imperador, que teve que ser acordado. Dizem os relatos que a Imperatriz
Tereza Cristina chorou, que a Princesa Isabel ficou muda e que
o imperador apenas desabafou: "Estão todos loucos".
O Coronel Mallet exigiu
que a família imperial embarcasse no meio da noite, o que provocou
protestos de Dom Pedro II, que pretendia assistir à missa pela
manhã, antes de partir: "Não sou negro fugido. Não embarco a essa
hora!" mas, de nada adiantou. O Major Sólon Ribeiro evacuou o
Paço Imperial que estava cheio de populares e a família imperial foi
obrigada a embarcar em plena madrugada.
No embarque da Família Imperial
ocorreu o escândalo que foi a subida da imperatriz Tereza Cristina no
navio que os levariam de volta à Europa em 17 de novembro de 1889: para
poder passar pela ponte de madeira, ela teve que levantar as pantalonas, e centímetros
de sua perna ficaram à amostra.
Em 1890 a povoação da Freguesia
de Santo Antônio do Paquequer com 2.000 habitantes e subordinada a Magé
troca de nome e passa a se chamar Teresópolis, em homenagem a Dona
Teresa Christina.
A imperatriz, no entanto, não
chegou à capital francesa: não agüentando a dor emocional que o golpe de
15 de novembro lhe causou, faleceu logo após de
aportar em Portugal.
No
dia 28 de dezembro de 1889, 40 dias após o banimento, morreu em um quarto
de hotel em Lisboa a Imperatriz Teresa Cristina. Nos seus últimos
instantes de vida, teria dito à Baronesa de Japurá:
-
Maria Isabel, eu não morro de doença. Morro de dor e de desgosto.
Em
1921, o Conde D'Eu retorna ao Brasil para trazer os restos mortais do
casal de ex-imperadores para serem depositados
na Catedral do Rio de Janeiro depois foram transferidos para a Catedral
de Petrópolis (1925) e definitivamente enterrados em1939.
 
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